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A paradise in Canoa Quebrada/CE

Fauna: O Ceará (ainda) tem disso sim!

Fauna: O Ceará (ainda) tem disso sim! – Anfíbios e peixes ameaçados de extinção

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No terceiro post da série sobre as espécies animais ameaçadas de extinção que vivem ou transitam pelo território cearense. Chegou a vez de conhecermos melhor anfíbios e peixes, os ancestrais mais antigos dos vertebrados terrestres.

Há duas espécies de anfíbios e sete de peixes, sendo um peixe ósseo e seis peixes cartilaginosos, que correm risco de desaparecer da Terra, caso não sejam devidamente conhecidos e preservados.

Alguns tem localização muito restrita, vivendo apenas em um Estado ou município, mas outros viajam milhares de quilômetros pelo mundo todo. Em comum, no entanto, os grupos e espécies que mostraremos a seguir precisam da ajuda humana para sobreviver, nem que seja deixando-os viver em paz em seus respectivos territórios.

Anfíbios, os primeiros vertebrados a se aventurarem na terra firme

O Ictiostega deve ter sido um dos primeiros anfíbios, tendo vivido há cerca de 375 milhões de anos Imagem: Encyclopedia Britannica

Os anfíbios evoluíram no Período Devoniano (há cerca de 375 milhões de anos) e foram os predadores dominantes por pelo menos 100 milhões de anos até que começaram a perder espaço para seus descendentes os répteis.

Também foram muito afetados pela gigantesca extinção em massa que aconteceu no fim do Permiano (há 250 mihões de anos), quando a maioria das linhagens foi extinta.

Um pouco antes disso, há 290 milhões de anos, surgiram os ancestrais dos anfíbios modernos, tais como sapos e rãs, que sobreviveram a duas grandes extinções desde então.

Suas principais características incluem o fato de serem vertebrados pecilotérmicos (não mantém sozinhos sua própria temperatura) que não possuem bolsa amniótica e tem seu ciclo de vida dividido em duas fases: uma aquática e outra terrestre, apesar de haver exceções.

Na atualidade, estão identificadas cerca de seis mil espécies vivas de anfíbios, número aproximado ao de mamíferos e répteis, seus descendentes. Dessas, felizmente apenas duas espécies cearenses estão ameaçadas de extinção. Saiba mais sobre elas:

Rãzinha  (Adelophryne baturitensis )

Imagem: Arkive.org

É uma espécie endêmica do Ceará que habita folhiços em bromélias e beira de riachos. Foi catalogada apenas em 1994.

A espécie não é abundante na área de ocorrência, o que pode estar sendo afetado pelos longos períodos de ausência de chuva típicos do nosso clima.

Está classificada como vulnerável à extinção devido à perturbação humana, perda/degradação de habitat e por fatores naturais ligados aos próprios hábitos e características da espécie, bem como de seu habitat.

Rãzinha de Maranguape  (Adelophryne maranguapensis)

Imagem: Blog do Nurof

Assim como a espécie anterior, é observada no folhiço das bromélias, onde fazem posturas de 5 a6 ovos translúcidos. É comum observar os filhotes recém-eclodidos no local.

A espécie habita a Serra de Maranguape, onde grande parte da área foi substituída por plantio de bananeiras, porém o que traz esperança é que nos locais onde vive a espécie ela é registrada com frequência.

Apesar disso, sua situação é preocupante e está classificada como em perigo de extinção por conta de fatores como a perturbação humana e a perda/degradação de habitat.

PEIXES ÓSSEOS

Ilustração de um Cheiroleps, um dos primeiros peixes ósseos da Terra, que viveu há cerca de 400 milhões de anos Imagem: The Earth Through Time

Ao contrário do que acredita o senso comum, os peixes não formam um grupo único de animais, mas dois principais. O mais importante deles para a história da evolução humana é o grupo dos peixes ósseos, pois dele descendem anfíbios, répteis, aves e mamíferos como nós.

O grupo surgiu no período Siluriano (há 420 milhões de anos) e possui como diferencial de peixes mais primitivos, ossos, ou seja tecido ossificado internamente por substituição da cartilagem. Na linguagem popular, no entanto, os ossos desses peixes são conhecidos como espinhas. 

Os peixes ósseos são os mais diversificados entre os vertebrados. São nada menos que 29 mil espécies. Nos mares cearenses há apenas uma espécie de peixe ósseo catalogada como em risco de extinção e ela é importante recurso na gastronomia local, a cioba. Saiba mais sobre ela:

Cioba (Lutjanus analis)

Imagem: Doug Perrine

É um peixe  presente no Atlântico Ocidental (incluindo mares cearenses) que pode chegar a 75 cm de comprimento. Tem coloração avermelhada com ventre mais claro e estrias escuras e douradas.

Em outras partes do Brasil, também é conhecido como areocó, ariocó, carapitanga, caraputanga, chioba, ciobinha, mulata, realito, vermelho-paramirim.

Em Portugal é conhecido simplesmente como pargo vermelho. É um peixe de carne muito saborosa e apreciada comercialmente.

Várias outras espécies do gênero Lutjanus são também conhecidas popularmente por cioba. Essa espécie está classificada apenas como “quase ameaçada”, devido principalmente à pesca excessiva.

PEIXES CARTILAGINOSOS

O Megalodon deve ter sido o maior peixe da Terra e um dos grandes rivais das baleias pré-históricas. Foi extinto há relativamente pouco tempo: 1,5 milhões de anos atrás Imagem: Wikipedia

Mais antigos que os peixes ósseos, surgiram há cerca de 461 milhões de anos. É o grupo que atinge as maiores dimensões na atualidade e compreende principalmente tubarões, raias e quimeras. O maior tubarão,o Megalodon, por exemplo, deve ter atingido perto de 25 metros e viveu entre 28 e 1,5 milhões de anos atrás.

São peixes geralmente oceânicos que possuem um esqueleto totalmente formado por cartilagem, mas coberta por um tecido específico, a cartilagem prismática calcificada.

Apresentam de 5a 7 fendas branquiais dos lados do corpo ou na região ventral da cabeça e gancho pélvico (também conhecido como clásper) um órgão de copulação dos machos. Podem ser ovíparos, ovovivíparos e até vivíparos (isso mesmo, alguns tubarões tem parto similar ao dos mamíferos).

Nas águas cearenses vivem  ou transitam seis espécies de peixes cartilaginosos, sendo cinco tubarões. Descubra mais sobre elas:

Tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum)

Imagem: Direct Sea Life

A espécie possui número de filhotes por parto varia entre 21 e 50. A alimentação é constituída basicamente de invertebrados bentônicos, como lagostas, camarões, caranguejos, ouriços-do-mar, polvos e moluscos.

É uma espécie caracterizada pelo corpo robusto,  cabeça achatada e barbilhões nasais que chegam até a boca. O comprimento máximo confirmado é de 3,08 metros e os filhotes nascem com 28 a 31 cm.

Ocorre em águas tropicais e subtropicais rasas, em habitat costeiro ou em plataformas insulares.

Os machos amadurecem com cerca de 2,25 m e entre 1 a 15 anos de idade, e as fêmeas entre 2,25 a 2,35 m e 15 a 20 anos de idade. A reprodução ocorre uma vez a cada 2 anos. São vivíparos.

É classificado como vulnerável à extinção devido à caça/captura excessiva e à perda/degradação de habitat.

Galha-branca-oceânico (Carcharhinus longimanus)

Imagem: MarineBio

Vive em zonas tropicais de águas quentes. Pode chegar a medir 4 metros e pesar até 168 quilos. É uma das três espécies que mais atacam seres humanos, daí serem mortos muitas vezes por pescadores.

O tubarão galha-branca-oceânico é relativamente corpulento. Seu focinho é curto e arredondado.  Seus dentes da maxila superior são triangulares com bordo serrilhados e os da inferior pontiagudos.

Em geral medem e pesam 2,5 m e 70 Kg, respectivamente. Os filhotes nascem com aproximadamente 60 e 65 cm. É classificado como vulnerável à extinção.

Tubarão-junteiro (Carcharhinus porosus)

Imagem: Florida Museum of Natural History

Há poucas informações sobre essa espécie, principalmente sobre seus hábitos em mares brasileiros.

Ela é classificada apenas como quase ameaçada, principalmente devido a esse relativo desconhecimento da comunidade científica.

Os machos podem medir cerca de 1,5 metros.

Ocorre do Golfo do México até o Brasil, incluindo o Ceará e também é observado no Oceano Pacífico do Golfo da Califórnia até o litoral do Peru.

Tubarão-toninha (Carcharhinus signatus)

Imagem: DiscoverLife

É uma espécie exclusiva do Oceano Atlântico, mas há poucas informações sobre seus hábitos e sua ocorrência no Ceará e no Brasil como um todo. Os machos podem medir até 2,8 metros.

Pode mergulhar até 600 m de profundidade em águas que oscilam entre 11 e 16 graus Celsius.

É observdo desde o litoral dos Estados Unidos, Caribes até a América do Sul e a costa da África.

É classificado como vulnerável à extinção.

Tubarão-baleia ( Rhincodon typus )

Imagem: Marine Bio

É a maior espécie de tubarão, identificada pelo corpo robusto, cabeça larga e achatada, boca em posição quase terminal e pela coloração, que inclui numerosas manchas e listras verticais.

O tamanho máximo reportado para esta espécie é de 20 m, pesando cerca de 35 toneladas. É encontrado em águas oceânicas. Apresenta comportamentos migratórios, incluindo passagens pela costa cearense.  Uma fêmea capturada em Taiwan continha 300 embriões medindo cerca de 55-60 cm.

A alimentação é constituída de grande variedade de organismos planctônicos e nectônicos, como crustáceos e pequenos peixes, os quais consome por uma estratégia de filtração e sucção.

É considerado como vulnerável à extinção.

Peixe-serra (Pristis pectinata)

Imagem: Critter Zone

É parente de tubarões e raias. Pode ser encontrado em estuários e ambientes costeiros e de manguezais, ocorrendo também em ambientes recifais.

O comprimento máximo observado na espécie é de 6 m. A espécie passou por um processo de redução de tamanho populacional muito rápido, sendo extirpado de grande parte de sua distribuição original no Atlântico.

É uma espécie caracterizada por uma expansão chamada de “serra” ou “catana”, que possui uma fileira de 23 a 30 dentes rostrais em cada um dos dois lados.

Possui o comprimento ao nascer de 75 a 85 cm; de maturidade, 2,7 m para machos e 3,6 m para fêmeas. A espécie é ovovivípara, com fecundidade variando em torno de 10 embriões

É classificado como em perigo de extinçã devido à caça/captura excessiva, perda/degradação de habitat.

Com Informações: ICMBio


Archaeopteryx pode ter sido a primeira ave, sendo datada de 150 milhões de anos atrás. Mas restam dúvidas se não se tratava de um dinossauro de penas, ancestrais das chamadas aves verdadeiras. Imagem: Richard Owen

Dando continuidade a série, o Ceará Científico dedica um post inteiro às aves ameaçadas de extinção no Ceará. Sozinho, esse grupo animal responde por 27% de todas as espécies e subespécies cearenses (sejam endêmicas ou não) que correm risco de sumir da face da Terra. 

As aves são animais vertebrados, bípedes, homeotérmicos, ovíparos, caracterizados principalmente por possuírem penas, asas, bico e ossos pneumáticos. Assim como os mamíferos, descendem dos répteis, mas de uma linhagem diferente: a dos diapsídeos, a mesma que deu origem também aos crocodilos e aos dinossauros. Aliás, são tidos como descendentes diretos de um grupo de dinossauros terópodes.

A primeira ave deve ter surgido no Jurássico Superior,  por volta de 150 milhões de anos atrás (bem depois do primeiro mamífero). Durante quase um século e meio se considerou o Archaeopteryx como o elo perdido entre répteis e aves, mas a descoberta de uma série de espécies de dinossauros com penas trouxe mais dúvidas que certezas sobre quando houve de fato a separação entre os dois grupos.

O fato é que as aves, ao contrário de seus primos gigantes, sobreviveram à grande extinção em massa do Cretáceo (ocorrida há 65 milhões de anos e hoje se diversificaram em mais de dez mil espécies. Quinze delas vivem ou transitam pelo nosso Estado e estão ameaçadas não mais por asteroides gigantes, mas pelo homem. Conheça mais sobre elas: 

Soldadinho-do-araripe (Antilophia bokermanni)

Imagem: Aquasis / Divulgação

É o tangará mais ameaçado de extinção do planeta. Está classificado como criticamente em perigo devido à perda/degradação de habitat e o tráfico ilegal. A estimativa do tamanho populacional era de menos de 50 aves em 2008 (a mais recente feita).

A espécie habita as matas ciliares, que hoje em dia, são praticamente restritas às nascentes dos córregos situadas entre 300 e 600 m de altitude. É territorialista e majoritariamente frugívora (alimenta-se de frutos).

Seu sistema de acasalamento é não-promíscuo (tem parceiro fixo). Os ninhos são construídos pela fêmea, a pouca altura (cerca de 1 m), onde são postos 2 ovos.

Entre os predadores na região, destacam-se o sagüi, o gambá e as cobras, havendo parasitismo dos filhotes por larvas de insetos.

Periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus)

Imagem: Aquasis / Divulgação

Assim como a espécie anterior está criticamente em perigo de extinção devido à perda/degradação de habitat e, principalmente, pelo tráfico ilegal.

Também é uma das três espécies priorizadas pelo trabalho de preservação da ONG Aquasis, ao lado do soldadinho-do-araripe e do peixe-boi-marinho, sendo considerado o periquito mais ameaçado das Américas.

Ao contrário do que se imaginava antes seu hábitat não é restrito às matas mais úmidas.  Esta ave ocupa áreas com culturas agrícolas de impacto equivalente ao dos cafezais sombreados por floresta.

Em 2008, um casal foi observado nesse ambiente, no município de Guaramiranga, havendo o registro do nascimento de 4 filhotes em uma estação reprodutiva.

Trinta-réis real  (Thalasseus maximus )

Imagem: Biodiversity Nevis

É o maior dos trinta-réis que ocorrem no Brasil. Os trinta-réis “com crista” fazem freqüentemente a troca de locais de reprodução e agrupam os filhotes em “creches”, onde são cuidados por alguns adultos.

O período reprodutivo vai de junho a dezembro. A espécie não constrói ninhos elaborados, depositando um único ovo em pequenas depressões rasas na areia ou diretamente na rocha. Ambos os adultos defendem o ninho, incubam o ovo e cuidam do filhote, até mesmo por algum tempo depois que ele consegue voar.

Consomem pequenos peixes, lulas, camarões, caranguejos e insetos. Alimentam-se em águas rasas. Vivem prioritariamente no Rio Grande do Sul, mas, como aves migratórias que são, também transitam pelo território cearense, entre outros estados.

É classificado como vulnerável à extinção devido a predação, o turismo e o treinamento da Marinha em alguns locais onde se reproduzem.

Pica-pau-anão-da-caatinga – (Picumnus limae)

Imagem: Arthur Grosset / The Internet Bird Collection

A área de ocorrência dessa espécie deve corresponder a aproximadamente 10 milhões de hectares, o equivalente ao Estado de Pernambuco.

Habita também áreas de sertão e de serras. Mas apesar da  ser relativamente adaptável a diferentes ambientes está classificado como em perigo de extinção devido a perda/degradação de habitat e à distribuição restrita.

Este pica-pau não necessita de árvores espessas para construir seu ninho e pode ser observado em áreas degradadas, inclusive na zona urbana de Fortaleza.

Uru-do-nordeste (Odontophorus capueira plumbeicollis)

Imagem: Josep del Oyo

Essa subespécie também está classificada como em perigo de desaparecer devido principalmente pela perda/degradação de seu habitat. Procriam nos primeiros meses do ano, no período seco.

Ocorre em altitudes que variam de 16 m até 700 m acima do nível do mar. A espécie habita áreas de florestas primárias ou em bom estado de conservação.

Vive no solo das florestas mais densas e escuras, onde é vista aos pares ou em grupos familiares.  Alimenta-se de frutos e insetos.

“Cantam” em duetos, pela manhã, perto de seus poleiros,  demonstrando territorialidade.

Cuspidor-do-nordeste (Conopophaga lineata cearae)

Imagem: World Wildlife Images

Esta ave foi descrita em 1913, no Ceará, como sendo uma espécie plena, mas atualmente é considerada como uma subespécie de Conopophaga lineata.

Habita as florestas úmidas buscando insetos e frutos. Tolera áreas degradadas em regeneração, chegando a construir ninhos nessas regiões.

Apresentam grande diferença física entre macho e fêmea, mas ambos cuidam da criação dos filhotes, que são geralmente dois. Os ninhos são construídos em uma altura máxima de 2 m, mas são encontrados próximos ao solo.

Durante o acasalamento, os machos exibem-se produzindo ruídos nas penas modificadas das asas e são mais ouvidos no crepúsculo. Nesse horário, o macho exibe um supercílio branco, que se destaca no escuro da vegetação.

Está classificado como vulnerável à extinção por conta da perda/degradação de seu habitat.

Araponga-do-nordeste (Procnias averano averano)

Imagem: Sinopinion

Esta subespécie de araponga é endêmica do Brasil, sendo encontrada desde o Maranhão e norte de Tocantins até Alagoas e também no Ceará.

A espécie apresenta uma notável diferença sexual na plumagem, sendo os machos brancos, com a cabeça marrom, apresentando também, expansões carnosas que lembram uma barba. As fêmeas e os jovens possuem plumagem discreta, sendo esverdeadas com estrias negras amarronzadas.

Habita as copas das árvores altas, de onde os machos demarcam os seus territórios emitindo um canto típico, semelhante a uma forte martelada metálica, que pode se estender por alguns minutos.

Engole pequenos frutos inteiros, dispersando as sementes pela regurgitação ou pelas fezes. Parece ser pouco tolerante a ambientes alterados e, por conta disso, e do tráfico ilegal está vulnerável à extinção.

Arapaçu-do-nordeste (Xiphocolaptes falcirostris)

Imagem: Tree of life

Endêmico do interior do Brasil, habitando principalmente porções não litorâneas do Nordeste (incluindo o Ceará) e do Brasil Central. A espécie habita as matas secas.

É um pássaro que mede pouco menos de 30 cm. Apresenta coloração ferruginosa, com várias faixas  nas costas e no ventre, sob fundo marrom-claro, um pouco mais escuro no peito.

O bico é longo e forte.  Vive aos pares, solitariamente ou formando pequenos grupos familiares, percorrendo o interior das matas, escalando as árvores à procura de seu alimento, que é localizado por debaixo das cascas. Alimenta-se de insetos, larvas, caramujos, aranhas e outros itens.

Também está classificado como vulnerável à extinção dada a perda/degradação de seu habitat.

Arapaçu-de-garganta-amarela-do-nordeste (Xiphorhynchus fuscus atlanticus)

Imagem: Josep del Hoyo

É um pássaro que ocorre em florestas úmidas da Mata Atlântica do Nordeste, incluindo o Ceará. Sua presença em fragmentos florestais está mais associada às condições da vegetação do que simplesmente ao seu tamanho.

Um estudo feito em Alagoas mostrou que essa subespécie esteve presente em apenas dois de 15 fragmentos amostrados, que são os maiores e com a vegetação em melhor estado de conservação.

Pode viver em companhia de outras espécies integrando bandos mistos de aves. Constrói seus ninhos em cavidades com entrada próxima ao solo, colocando entre 2 e 3 ovos, que medem em média 25 x 18 mm. Aparentemente, os machos não participam da incubação

Assim como a maioria das aves ameaçadas de extinção no Ceará é classificado como vulnerável, por conta da  perda/degradação de seu habitat.

Furriel-do-nordeste (Caryothraustes canadensis frontalis)

Imagem: The Internet Bird Collection

É onívoro, alimenta-se tanto de insetos quanto de frutos, sementes e folhas. Geralmente, a subespécie forma grupos de 4 até 15 indivíduos, associando-se pouco a bandos mistos.

É um pássaro de hábitos ainda pouco  conhecidos.

Freqüenta as copas das árvores e bordas mais densas, onde é comum ser observado a pequena altura do solo.  Foi encontrado desde próximo ao nível do mar até 590 m.

É outra ave que está classificada como vulnerável à ameaça de extinção através da perda/degradação de habitat e também pelo tráfico ilegal.

Soldadinho (Tangara cyanocephala cearensis)

Imagem: Arthur Grosset

É uma ave restrita ao Ceará, normalmente observada acima dos 500 m de altitude, onde existe maior oferta de frutos e temperatura amena.

Alimenta-se de frutos,  em pequenos grupos, às vezes em bandos mistos. Não é muito exigente quanto à qualidade do habitat, ocupando áreas de cultura de café sombreadas por floresta, lavouras similares e sítios, aonde chega a construir ninhos.

Os machos apresentam um manto negro nas costas, que nas fêmeas tem pintas verdes. Sua capacidade de deslocamento entre fragmentos é considerável e pode ser reproduzida em cativeiro.

Apesar disso, está classificado como em perigo de extinção, principalmente pelo tráfico ilegal.

Pintassilgo-baiano (Carduelis yarrellii)

Imagem: Les Tarins Americains

Apesar do nome popular também ocorre no Ceará. É um pássaro com cerca de 10 cm de comprimento, o macho se distingue do pintassilgo comum por possuir um “boné” negro (que não está presente nas fêmeas) tendo quase todo o restante do corpo na cor amarela.

Habita capoeiras e bordas de mata da Caatinga e Mata Atlântica. Alimenta-se basicamente de grãos. Está classificado como vulnerável  à extinção devido à perda/degradação de habitat e o tráfico ilegal.

Machos das duas espécies brasileiras de pintassilgo são cruzados com fêmeas do canário-do-reino (Serinus canaria) e o híbrido obtido, chamado pintagol, é muito apreciado por causa do seu canto.

Vira-folhas-cearense (Sclerurus scansor cearensis)

Imagem: Nich Athanas

A subespécie é relativamente comum nas florestas serranas cearenses.

Vive no solo, tanto nas matas secas quanto nas matas úmidas, revirando folhas em busca de artrópodes (insetos, aranhas, centopeias, etc).

Essas aves são encontradas aos pares e não apresentam diferença considerável entre machos e fêmeas, reproduzindo-se em barrancos, onde escavam seus ninhos.

Está  vulnerável à extinção basicamente devido à perda/degradação de seu habitat.

Choca-da-mata-de-Baturité (Thamnophilus caerulescens cearensis)

Imagem: Nick Athanas

Esta subespécie está classificada como em perigo de desaparecer por conta da perda/degradação de seu habitat.

Há ainda pouco conhecimento sobre seus hábitos.

Sabe-se, no entanto, que este pássaro habita a mata úmida, na serra de Baturité, acima dos 600 m.

Alimenta-se de insetos e desce às partes rasteiras da mata em menor freqüência.

 

Maria-do-nordeste (Hemitriccus mirandae)

Imagem: Arthur Grosset

Essa é outra ave bastante ameaçada de extinção, sendo classificada como estando em perigo por conta da perda/degradação de seu habitat.

A espécie habita altitudes entre 58 m até 980 m acima do nível do mar. É um pequeno pássaro de plumagem predominantemente esverdeada nas costas e bege levemente amarelado na barriga.

Mede cerca de 10 cm e é um típico representante do sub-bosque das florestas densas e bem preservadas do Nordeste brasileiro, incluindo o Ceará.

Pode “cantar” durante muito tempo, ficando completamente imóvel em um galho, interrompendo apenas para capturar insetos, por meio de vôos rápidos de assalto.

Com Informações: ICMBio

 

 

“Conhecer para preservar; preservar para conhecer”.

O antigo ditado ambientalista serviu de inspiração para a primeira sequência de reportagens do Ceará Científico.

Trata-se da série “Fauna: o  Ceará (ainda) tem disso sim!”, que tem como base de partida a matéria Ceará tem 55 espécies animais ameaçadas de extinção, publicada, também nesta quarta-feira (08), na versão online do caderno Regional.

Nos próximos quatro dias, nosso blog apresentará 55 espécies animais listadas como ameaçadas de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente e que têm ocorrência observada ou prevista em nosso Estado.

São sete espécies de mamíferos, quinze de aves, quatro de répteis, duas de anfíbios, sete de peixes, uma de inseto, três de crustáceos, três de moluscos, duas de cnidários e onze de equinodermos. A cada dia vamos trazer informações sobre um ou mais grupos de animais e as espécies ameaçadas que vivem em terras alencarinas.

Hoje, vamos conhecer mamíferos e répteis ameaçados de extinção.  Quinta-feira é a vez das aves. Já na sexta-feira, mostraremos os anfíbios e os peixes. E para fechar, na segunda-feira (13), conheceremos os invertebrados que correm mais risco de desaparecer no Ceará.

Mamíferos, nossos parentes mais próximos

A espécie Hadrocodium wui, pode ser um dos mais antigos mamíferos; fósseis foram datados como sendo de 195 milhões de anos atrás. Imagem: American Association for the Advancement of Science

Os mamíferos são animais vertebrados, que se caracterizam pela presença de glândulas mamárias e pêlos. Já foram catalogadas pouco mais de 5,5 mil espécies.

Os mamíferos atuais descendem dos sinapsídeos, répteis que surgiram no Carbonífero Superior (há aproximadamente 300 milhões de anos). Mas os primeiros mamíferos verdadeiros apareceram no período Triássico (há 220 milhões de anos atrás).

No entanto, foi só após a extinção em massa de dinossauros (ocorrida há 65 milhões de anos) e outros grandes grupos que os mamíferos puderam alcançar seu auge.

Apesar disso, um pouco antes (há 70 milhões de anos) já existiam os primeiros primatas, nossos ancestrais mais proximos.

O homem moderno surgiu entre 200 e 400 mil anos atrás, mas os primeiros hominídeos podem ter surgido perto de 4 milhões de anos no passado.

No Ceará, vivem (ou transitam em nosso território) sete mamíferos ameaçados de extinção. Há um canídeo (recém-descoberto), três felídeos,  um sirênio, um quiróptero e um cetáceo.

Vamos conhecê-los um pouco melhor:

Cachorro-vinagre (Speothos venaticus)

Foto: UFPB/Divulgação

É o mais recentemente descoberto em terras cearenses, mais precisamente no município de Aratuba. Trata-se de um canídeo com corpo atarracado, orelhas, pernas e cauda bem curtas.

Seu comprimento médio é de 86,6 cm e o peso fica entre 5 e 7 kg. A coloração varia entre o marrom claro e o escuro. A gestação é de 67 dias, após a qual nascem de 3 a 4  filhotes.  A espécie é encontrada  até 1.500 m de altitude.  A dieta é altamente carnívora.

Está ameaçado pelo desmatamento, pela fragmentação e alteração de habitats, por doenças e pela caça. A espécie é classificada como vulnerável quanto ao risco de extinção, mas as populações no Ceará devem ser extremamente raras.

Gato-maracajá  (Leopardus tigrinus)

Imagem: Animal Earth

É a menor espécie de felino (ou felídeo) encontrada no Brasil e também uma das menos conhecidas. Tem porte semelhante ao do gato doméstico, podendo atingir  de 60, 4 cm até 82, 9 cm de comprimento e pesar de 1,5 a 3,5 kg.

A cor de fundo da espécie varia entre o amarelo-claro e o castanho-amarelado, sendo que não é incomum encontrar indivíduos completamente negros. As manchas são encontradas com grandes variações em suas formas e tamanhos, assim como na coloração de fundo.

Os filhotes nascem após uma gestação de 73 a 78 dias, podendo chegar a até 4. Ocorre desde o nível do mar a até 3.353 m de altitude. A dieta inclui pequenos mamíferos e lagartos.

Está ameaçado principalmente pela perda/fragmentação do habitat e tráfico ilegal e está em situação vulnerável, quanto ao grau de risco de desaparecer.

Jaguatirica (Leopardus pardalis mitis)

Imagem: Feline Conservation Trust

A jaguatirica tende a ser a espécie de felino dominante nas áreas de cobertura vegetal mais densa, especialmente nas matas úmidas que ocorrem desde o nível do mar até 3.800 m.

Tem corpo esbelto, cabeça e patas grandes e cauda pouco curta, caracterizada pela presença de manchas, numa pelagem de fundo amarelo-ocráceo. O comprimento pode atingir até 1,46 metros e o peso até 15,1 kg.

O período de gestação varia entre 70 e 85 dias, após o qual nascem de 1 a 4 filhotes. O potencial reprodutivo máximo de uma fêmea de sete anos, em vida livre, é de 5 a 7 filhotes. São solitários e noturnos.  Carnívora, come em média cerca de 700 g por dia.

Assim como as duas espécies anteriores é classificada como vulnerável ao risco de extinção e está ameaçada principalmente pela erda/alteração de habitat e pela caça.

Onça parda (Puma concolor greeni)

Imagem: ICMBio

É um felino de grande porte com coloração variando do marrom-acinzentado mais claro ao marrom-avermelhado mais escuro, com a ponta da cauda preta, podendo também apresentar uma linha escura na extremidade dorsal (costas).

O comprimento total para a espécie pode chegar até 2,30 metros, sendo que a cauda representa cerca de 35% deste total. O peso para animais adultos varia entre 34 a 48 kg para fêmeas e de 53 a 72 kg para machos.

Tem hábito crepuscular /noturno e é um dos carnívoros mais generalistas, apresentando uma dieta variada. Come desde pequenos mamíferos, répteis e aves, até presas maiores, como a capivara, e animais domésticos, como eqüinos, ovinos, bovinos e suínos.

A espécie ocorre em grande diversidade de biomas, do nível do mar até 5.800 m de altitude, em quase toda a América. Mas essa subespécie que ocorre no Ceará e em outras partes do Brasil também está vulnerável à extinção e é ameaçada pela perda/degradação de habitat e caça.

Morcego do nariz-achatado (Platyrrhinus recifinus)

Imagem: BoldSystems

São morcegos pequenos, têm coloração marrom-clara, sendo que o dorso é, mais escuro do que a parte ventral (barriga).  Possuem um par de listras no rosto e uma listra nas costas, todas brancas.

Há ainda poucas informações sobre os hábitos dessa espécie, mas sabe-se que ela ocorre nos biomas de caatinga, cerrado e Mata Atlântica.

Pode ser considerada como vulnerável à extinção e ameaçada pela perda/fragmentação de habitat e pela própria falta de conhecimento da comunidade científica sobre ela.

Peixe-boi marinho (Trichechus manatus)

Imagem: Aquasis / Divulgação

É de longe entre as espécies de mamíferos que ocorrem no Ceará, a que está mais ameaçada de extinção, sendo classificada como criticamente em perigo. Os principais fatores de ameaça são a caça, as capturas acidentais, a perda do hábitat, o assoreamento, o desmatamento e o trânsito de embarcações.

Pode medir, quando adulto, entre 2,5 e 4 m e pesar de 200 a 600 kg. É a espécie mais conhecida entre os sirênios. Estudo de determinação da idade do peixe-boi marinho, feito com base na contagem de crescimento do osso tímpano-periótico, indica que o animal mais velho tem idade superior a 50 anos.

A coloração do corpo é acinzentada e o couro é áspero. Apresenta unhas nas nadadeiras peitorais e alimenta-se de algas, capim marinho, folhas de mangue entre outros. Os animais passam de 6 a 8 horas diárias se alimentando.

O intervalo médio entre o nascimento de filhotes é de três anos, que medem entre 0,80 e 1,60 m ao nascer. A fêmea permanece com o filhote por até dois anos.

Cachalote (Physeter macrocephalus )

Imagem: MarineBio

É uma espécie que pouco aparece no Ceará (principalmente no verão e no outuno) e tem distribuição geográfica muito ampla nos oceanos do planeta. Apesar disso está vulnerável à extinção, devido a fatores como caça, captura em redes de deriva e atropelamentos por embarcações.

É a maior baleia com dentes e apresenta grande diferença física entre os sexos. Os machos podem chegar a 18 m e pesar 57 toneladas, enquanto as fêmeas não ultrapassam os 12 m.

A espécie possui o espiráculo (equivalente às narinas por onde respiram) voltado para a parte anterior do corpo e desviado para a esquerda, assim o seu borrifo é diagonal. A cabeça é retangular e grande, podendo representar 1/3 do total do corpo.

A nadadeira dorsal é pequena e triangular. Sua coloração varia de preta a marrom, com regiões brancas ao redor da boca. A pele é enrugada a partir da cabeça para a região posterior do corpo.

Répteis, ancestrais um pouco mais distantes

O Hylonomus é talvez o fóssil de réptil mais antigo, sendo datado de 315 milhões de anos atrás. Imagem: Karen Carr

Os répteis também são animais vertebrados e deram origem a outros dois grandes grupos, os mamíferos (como vimos acima) e também as aves (que compartilham parentesco com dinossauros e crocodilos).

Surgiram pela primeira vez na Terra há cerca de 315 milhões de anos (o ramo que deu origem aos mamíferos surgiu pouco depois disso).

Foram os primeiros amniotas, ou seja, seus embriões são protegidos pela membrana amniótica (assim como nós), o que permitiu deixar de vez a necessidade de retornar à água ou aos ambientes úmidos para colocar seus ovos e os diferencia de seus ancestrais, os anfíbios.

Ao contrário de seus descendentes são ectotérmicos, ou seja não regulam a temperatura do corpo de forma autônoma. Apesar disso, são um pouco mais diversificados que os mamíferos, sendo registradas pouco mais de 6 mil espécies.

Mas a maior diversificação ocorreu na Era Mesozóica (entre 250 e 65 milhões de anos atrás), quando atingiram seu auge. Muitos dos grupos que viveram naquela era foram extintos após o provável choque da Terra com um asteroide.

Em nosso Estado, existem quatro espécies de répteis ameaçadas pela extinção, dessa vez por culpa do homem. Todas elas são tartarugas, répteis que são considerados por alguns pesquisadores como os descendentes da linhagem mais antiga, a dos anapsídeos.

Vamos conhecê-las mais:

Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea)

Imagem: SyMBiosIS

É a espécie mais ameaçada de extinção entre os répteis que vivem no Ceará. Está classificado como criticamente em perigo devido a fatores como mortalidade acidental, poluição e perturbação humana.

O número anual de fêmeas que reproduzem no litoral brasileiro, é de no máximo 19 indivíduos. É a maior das espécies de tartarugas marinhas, atingindo de 500 kg até 1.000 kg.  Sua carapaça não é ossificada como em outras tartarugas, sendo revestida por um tecido coriáceo, que deu origem ao nome da espécie.

As fêmeas que desovam no Brasil apresentam um comprimento curvilíneo médio da carapaça de 1,6 metros.  Em cada desova são depositados entre 70 e 90 ovos. A incubação dura cerca de 60 dias, e o sexo das ninhadas é influenciado pela temperatura de incubação.

Alimenta-se de invertebrados marinhos tais como cnidários, ctenóforos e tunicados. É capaz de mergulhos profundos, atingindo mais de 1.000 m de profundidade, embora a maior parte dos mergulhos não ultrapasse 200 m.

Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta )

Imagem: Trek Earth

Tem cabeça proporcionalmente grande em relação a seu comprimento total. Onívora, se alimenta de crustáceos, moluscos, peixes, cnidários e vegetais marinhos.

A reprodução ocorre entre os meses de setembro e março. As fêmeas botam ovos a cada dois ou três anos, com postura de 120 ovos em média. O período de incubação é de 50 a 60 dias. Os filhotes eclodem, à noite, rumando para o mar. Assim como a espécie citada anteriormente, o sexo dos filhotes é determinado pela temperatura de incubação dos ovos.

Entre as tartarugas ameaçadas de extinção no Ceará é a que corre menos risco, sendo classificada como vulnerável pela mortalidade acidental, perturbação humana e poluição.

Tartaruga-verde (Chelonia mydas)

Imagem: Starfish.ch

Também conhecida como aruanã, é uma tartaruga marinha distribuída por todos os oceanos, nas zonas de águas tropicais e subtropicais, com duas populações distintas no Oceano Atlântico e no Oceano Pacífico.

Apesar disso  está classificada como em perigo de extinção pela mortalidade acidental, perturbação humana e poluição. O nome tartaruga-verde deve-se à coloração esverdeada da sua gordura corporal.

Tem corpo achatado coberto por uma grande carapaça em forma de lágrima e um grande par de nadadeiras. É de cor clara, exceto em sua carapaça onde os tons variam do oliva-marrom a preta.

É principalmente herbívora. Os adultos geralmente habitam lagoas rasas, sendo raramente avistadas em alto-mar. Alimentam-se principalmente de ervas marinhas. Vivem até 80 anos em liberdade.

Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea )

Imagem: California Herps

Também classificada como em perigo devido à mortalidade acidental, perda/degradação de habitat e poluição, é uma das menores tartarugas marinhas do mundo, com peso entre 35 e 50 kg.

O comprimento curvilíneo médio da carapaça é de 73 cm. Alimenta-se de crustáceos, moluscos, peixes e algas. Apresenta três tipos de comportamento de desova: solitário, em pequenos grupos e em arribada.

Apresenta ciclo reprodutivo anual de 2 a 3 anos. O tempo necessário para atingir a maturidade sexual é de 7 a 30 anos. Desova no máximo três vezes a cada ciclo, com uma média de 100 ovos a cada desova registrada. Os picos de desova ocorrem entre outubro e fevereiro.

O sexo dos filhotes é influenciado pela temperatura de incubação dos ovos, com temperaturas mais altas gerando mais fêmeas, e temperaturas mais baixas gerando mais machos.

Com informações: ICMBio

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